sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Dos astros e estrelas

Há muito ainda a conhecer, rotas que se abrem através de seus amores, do amor e do amar. Há muitos verbos a conjugar... Os mais criativos, reveladores, libertadores e extasiantes são os que se pode descobrir na conjugação com outro ser. Do "eu" até o "nós", miau, é o pulo do gato!

Ser leonina me permite (por vezes) escapar da realidade! Nada pode quebrar a magia astral dessa estação! :)

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Vitamina


Estive nesses últimos três dias em Buenos Aires. Passeando pelas calles, respirando cultura e me esforçando pra acompanhar o espanhol. Mesmo que brevemente, valeu muito pra renovar a paisagem,  buenos aires. E o mais gostoso foi curtir tudo isso ao som provocador do tango.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

2011, day three

Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.
Clarice Lispector

Back to POA. Back to work. Back to real life. I guess summer is already over!?!


domingo, 2 de janeiro de 2011

2011, day two



Playing (at least trying to play) tennis. And afterwards listening to the lovely Je t'aime... moi non plus by Jane Birkin and Serge Gainsbourg, among other songs, in the pool.

sábado, 1 de janeiro de 2011

2011, day one

Deitada na piscina do clube. Olhando um céu cinza. São muitos os dias de verão com céu azul, esse foi originalíssimo.


sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Viver tem que ser todo dia

Por volta das onze horas dessa manhã, quando o sol tocava a pele de nós mortais com sua luz e seu calor, uma cena na rua me chamou atenção. Eu vi uma senhora, já bem de idade usando uma sandália de salto alto. Achei um máximo. Plena, do alto de seus prováveis setenta e poucos anos. Idade é mesmo um estado de espírito e acredito que viver também. Depende do que fazemos e como encaramos os nossos dias, a transformação que precisamos para inovar e estar sempre bem.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

domingo, 29 de agosto de 2010

É Porto Alegre

Esse mês eu completei 25 anos de vida e um ano de Porto Alegre. Segui na trilha de um repertório em alta voltagem e sinto que ainda me faltam tantas coisas boas por fazer...

Porto Alegre é:

chuva
sol
passarinho verde na janela
domingo de redenção
colorida
desenhada
misteriosa
história esculpida
Internacional
cheia de pessoas queridas
e surpresas!

domingo, 22 de agosto de 2010

.apenas incrível.

                                               
Um filme com um enredo que poderia ser de qualquer um de nós se a vida fosse rodada em película, mas que consegue ser único e envolvente. Os diálogos tem cor e as imagens dançam na tela, no ritmo de uma melodia cintilante.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Let’s paint the town red

Essa expressão idiomática do inglês, em sua origem refere-se a um tipo de comportamento desordeiro, que acontece numa farra selvagem, resultando até em derramamento de sangue. O que me faz lembrar da lenda do Saci, criatura capaz de provocar um redemoinho que ninguém consegue atravessar e aparece para atazanar a vida de quem estiver pela frente.

E vermelho + saci me lembra que time bom não precisa vencer jogo decisivo pra ir pra final, porque ele já chega com vantagem (INTER 1 X 0 São Paulo). Não depende de juiz, é impulsionado pela garra e entrosamento da equipe. É São Paulo, esse é o INTERSENSACIONAL.

Para o primeiro jogo da final no México em 11/08, o INTERNACIONAL entrou em campo com jogador titular ausente e ainda assim a marcação do colorado era implacável. Quando saiu o primeiro gol do Chivas, a torcida se manteve inabalável, porque ninguém supera o INTER. A virada foi emocionante, o time garantiu o resultado com um homem a menos em campo. (Yeah... Tinga doesn’t always play by the rules). Nitroglicerina pura que se consumou em festa.

Ontem no Beira-Rio foi melhor ainda, o Gigante parecia um mar vermelho, agitado. E não podia ser diferente, o INTER chegou apavorando, e de novo de virada levou a melhor!!! O primeiro gooooool foi do Sóbis (meu favorito), pra virar entrou o Leandro e pra finalizar com chave de ouro, o Giuliano chegou com tudo! Bye-bye Chivas. A nação colorada festeja mais um título e eu que hoje comemoro meus 25 anos recebi meu melhor presente, ver meu time ser bicampeão da América de novo.

O vermelho não pára de tomar conta do mundo. Isso porque o colorado leva no coração muito mais que a preferência por um time de futebol, ele leva a raça para erguer um estádio onde antes havia rio, o poder de transformar o seu grito em energia para o time, a força para dar a volta por cima quando necessário, a grandeza de respeitar os adversários e a glória de superá-los, o orgulho de fazer tremular uma bandeira, a determinação para ganhar o mundo.

Atualmente, paint the town red é utilizada informalmente para fazer referência a pessoas que irão sair para apreciar a noite, frequentemente bebendo muito álcool, numa celebração. Eu proponho que além da farra, ela assuma literalmente a cor vermelha do coração dos colorados que vão ganhar as ruas e avenidas, pintando o Rio Grande do Sul e a América de vermelho, num grito de paixão e alegria!

What do you say? Let’s paint the town red?


INTERNACIONAL CAMPEÃO DA LIBERTADORES 2010. Rumo ao Mundial!

domingo, 15 de agosto de 2010

Do not analise

Mês passado eu me peguei "livre" dos livros técnicos da pós e me entreguei a narrativa de Fernando Sabino, em O Encontro Marcado, ele conta a trajetória de Eduardo. Deixo para vocês aquilo que mais me marcou: a urgência de viver e sentir-se vivo.

Embora determinado, Eduardo é figura demasiadamente deprimida. Em um de seus “bons” momentos faz um convite a Mauro, um de seus melhores amigos.

“(...) - Besta-Fera, está uma tarde belíssima. Vamos à Pampulha tomar uma cerveja.

- Você está doido? Não posso, de jeito nenhum.

- Não analisa não.

Era a palavra de ordem, espécie de lema que comandava o destino dos três, diante do qual nenhum obstáculo se sustinha. Acordo tácito, compromisso de honra: não analisar, porque do contrário surgiriam problemas, todos tinham seus problemas: esmiuçando motivos, prevendo consequências, nenhuma atitude seria possível, a vida perderia a graça. Tinham de viver em cada momento uma síntese de toda a existência, não analisar jamais! Mauro abandonou a sua pasta de remédios no meio-fio:

- Pronto, não tenho mais emprego, não tenho mais nada, sou apenas um coração solitário. Vamos.”

Os melhores e mais singulares momentos não surgem num impulso? De fato, nós é que complicamos.

“De tudo ficaram três coisas: a certeza de que ele estava sempre começando, a certeza de que era preciso continuar e a certeza de que seria interrompido antes de terminar. Fazer da interrupção um caminho novo. Fazer da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sono uma ponte, da procura um encontro.”

Que tenhamos força e fé para seguir em frente.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

domingo, 27 de junho de 2010

No trem

"O dia tinha sido igual aos outros e talvez daí viesse o acúmulo de vida. Acordara cheia da luz do dia, invadida."
Clarice Lispector

Algumas semanas atrás eu trabalhei em uma ação na Feira do Livro de Canoas. Sob o tema “Histórias chegam, ficam e partem daqui”, a Feira prestava uma homenagem aos 25 anos do Trensurb. (ha-ha eu também completo um quarto de século esse ano!! My God!) Isso exigiu que eu acordasse cedo e pegasse o trem até a estação Canoas/La Salle. O som hipnótico do trem sobre os trilhos, num instante grita aos ouvidos, no outro é uma constante que pulsa - vibração. Numa curva, um assobio místico. Eu recordei do tempo que usava o metrô em NYC pra ir pra aula... saudades. Mas nessas viagens daqui, tive a vantagem de contar com os raios de sol que entravam pela janela, desenhando linhas de luz no vagão.

Num desses dias, não tive como não ler no celular de uma senhora: "Tb te amo. Queria estar do seu lado agora". Tecla "send". Simples assim. É, esse trem leva e traz histórias, se fosse cenário de filme, imagino várias cenas com close nos passageiros, em suas mãos, num brinco, num livro, naquele olhar cansado, num pacote selado, na estampa de um vestido... sutilezas que as vezes a gente nem percebe, mas complementam um dia, agregando a ele expressão e cor.

Sim, toda a rotina tem sua beleza, mesmo que seja um pouco triste. Mesmo estando longe, querendo estar perto. Mesmo que seja um pouco dura, o importante é que seja verdadeira. Porque embora uma parte de nós seja o que acreditamos, outra parte é o que fazemos para conquistar aquilo que buscamos.

Convido vocês a envolver cada dia, porque ele é repleto de possibilidades! (Qualquer hora pode trazer em seus minutos, uma surpresa!)

sexta-feira, 4 de junho de 2010

About the last holiday

Around 4 a.m. one of my favorite songs started to play out loud and it remains in my memory.


Except that I wasn't dancing bymyself. And it felt so much better. I want more! Impossible to ignore.

#Cabaret nice place to visit.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Das coisas que só acontecem com aquela minha amiga

As melhores mulheres pertencem aos homens mais ousados.
Machado de Assis

Ela ficou a fim de um carinha que vamos chamar de David. Eles se conheceram em uma aula de windsurf, que ela insistira em fazer “just for fun”. E no final nem foi tão fun assim, já que no primeiro tombo ela tomou um caldo e não quis mais saber de aula... Mas, ao menos ela tinha conhecido David. E ao contrário do que ela esperava, ele foi receptivo a sutis olhares dela. Eles trocaram telefone e a partir daquele final de semana começaram a se falar. Com o passar do tempo o interesse dela em David foi crescendo. Porém, assim como a vontade de fazer aquela aula tinha surgido de uma força misteriosa, por alguma outra força misteriosa toda vez que eles ensaiavam ou de fato combinavam alguma coisa, como sair para tomar um sorvete, ver um filme, comer suhsi ou qualquer programa dessa espécie, vinha a tal força e os impedia de se encontrarem.
Porém, num dia de sol intenso, minha amiga foi atingida por uma “luz” e percebeu que não havia força nenhuma impedindo o que ela imaginava ser “o” encontro, mas sim um David “enrolador”. A força que ela havia imaginado era mais uma desculpa para mascarar as desculpas dele.

Mas minha querida amiga Liz, (vamos chamá-la de Liz!) enfrentava um problema, porque naquele momento ela não mais olhava as coisas sob um ângulo racional, mas sim emocional. Então, apesar de sua “luz”, toda vez que David ligava para Liz, ela inevitavelmente esquecia o quão “enrolador” David era e concentrava-se apenas em seu lado encantador. Essa “comunicação facebook”, não “face to face”, acabou atingindo um ponto em que Liz já não mais sabia o que achar de David. E não encontrava uma brecha para confrontá-lo.

Só que a vida, tem seu jeito de “caminhar” e fazer movimentos que as vezes nem percebemos. Por alguma razão, dois meses depois daquele dia emblemático na aula de windsurf, Liz se depara com David no cruzamento de uma rua perto da casa dela. David é atencioso com Liz e os dois trocam palavras triviais sobre coisa nenhuma. Apesar do blá-blá-blá sem graça, da forma como ela me contou, me pareceu haver uma “good vibe” no ar, que durou pouco. David olhou o relógio uma vez e outra vez, e nisso Liz assumiu que ele tinha que ir, então falou: “bom eu vou indo”. (Ao passo que ela proferiu essas palavras, já foi se movimentando para outra direção para que seu discurso fosse sincronicamente acompanhado de uma ação correspondente a ele.) Só que ao mesmo tempo, David disse: “Eu queria...”. Mas era tarde demais, uma vez que Liz disse “bom eu vou indo”. Aquele “eu queria” ficou suspenso no ar, e David logo remendou: “então tá, nos falamos”. E cada um seguiu em sua direção.

Aquele “eu queria”, ficou latejando na cabeça da Liz. Ela, que durante todo aquele tempo esperara para saber o quê afinal de contas ele queria (com ela), não conseguia acreditar que quando finalmente ele estava prestes a dizê-lo, o momento simplesmente sucumbira! Derretia em sua frente e escorria pela calçada como gelo sob o sol. E tudo aquilo que poderia se materializar voltava a ser intangível.

Quando Liz terminou de me contar, a primeira pergunta que fiz a ela foi: “Porque você não voltou atrás e perguntou o que ele queria?” Ao que ela respondeu inconformada: “porque eu sou muito burra”. Mas um minuto de reflexão depois, eu disse: “espera aí, esse David é uma bailarina ou um homem? Porque ele não pediu pra você esperar e disse o que queria? Porque ele não segurou teu braço e disse o que queria?” E para essas perguntas ela não soube o que dizer, Liz só me olhou contrariada.

Claro que eu e Liz entendemos que David poderia estar apenas tentando desenvolver aquele diálogo “que-bom-que-não-tá-mais-chovendo” e talvez diria apenas, “eu queria ir pra praia esse final de semana” e não necessariamente com Liz. Ou “eu queria trocar o som do meu carro”, pra escutar musica com a Liz? Ou ainda “eu queria comprar um novo aparelho de barbear...” enfim. Mas o ponto é porque ele não disse “eu quero sair com você Liz e desse final de semana não passa” ou “eu quero ser apenas seu amigo Liz, me esquece”. Pra que sustentar esse “chove não molha”?

E agora minha amiga Liz está emocionalmente envolvida, porque se tivesse um pouco de razão, deixaria o David pra lá. Mas a gente não manda no coração e nem controlamos o que sentimos, por isso algo me diz que a novela “David e Liz” ainda terá alguns capítulos pela frente!

Enquanto isso:
Meninos, atitude!! Please!


domingo, 23 de maio de 2010

Morango e Mel


A utopia não é lugar no mundo, é lugar na imaginação das pessoas.


Ontem eu tive a honra de assistir um lindo e comovente espetáculo de teatro com um dos casais mais charmosos e gente fina que conheço. Meus amigos de Passo Fundo, Ana & Miraldi!

Fomos assistir Till, a saga de um herói torto no Gás. A peça conta a história de um menino que vem a terra por conta de uma aposta entre Deus e o diabo. Ele é um menino travesso e incompreendido por sua mãe. Num belo dia e num descuido "Till ficou tão encantado com o movimento das pessoas que nem reparou que a sua mãe dava-lhe de presente o mundo". Mas quem ganha o mundo ganha também um caminho a explorar e seus influxos inelutáveis. Nessa trajetória, Till se depara numa encruzilhada e para seguir em frente, sendo sua alma pertencente a Deus e seu corpo pertencente a terra, ele deve entregar ao diabo sua consciência.

O espetáculo tem personagens hilários, como os três cegos que enjoados de tanta beterraba e cansados de uma Alemanha medieval miserável, buscam encontrar Jerusalém. Alceu, meu favorito dos três, é um sonhador. Num desses sonhos, em que ele escuta a voz de sua mãe, ele também sente o cheiro de um bolo, um cheiro doce de morango e mel. Em sua jornada Alceu aprende que o mundo muda e a gente precisa mudar também, tomar novos caminhos... (Sim, eu acho que Alceu brilhou bem mais que Till! - pronto falei!!)

Enquanto Deus e o diabo na terra do sol discutiam sobre quem ficaria com a alma de Till, que final teria nosso anti-herói?

Fica a dica de um ótimo programa para esse domingo! Aparece na Usina do Gasômetro as 18h. ;) 

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Da série: coisas que só acontecem comigo

Faz quase nove meses que estou morando em POA e nunca tinha notado o vizinho que mora no ap do prédio do lado, cuja janela fica quase em frente a minha. Talvez ele tenha se mudado há pouco tempo... eu não sei dizer.

Mas o fato é que hoje fui fechar a janela e ele estava lá. E eu fiquei surpresa, pensando "de onde veio esse cara?" E nisso ele fez um sinal com a cabeça e disse: "oi".

Eu fiz um sinal com a cabeça também, muito rápido e saí de seu campo de visão, estava surpresa! Mas de qualquer forma, considerei esse episódio um encontro.

sábado, 3 de abril de 2010

sexta-feira, 26 de março de 2010

Parabéns Portinho

Porto Alegre, que se mostrou tão linda, agitada e intensa em tão pouco tempo. Fúria e paixão. Melodia e luz. A capital gaúcha é alucinada com semanas que passavam voando e pessoas que andam correndo num ritmo frenético! E apesar disso me mostrou também o encanto do encontro. I want more!!

#felizaniversário

domingo, 14 de março de 2010

A taste in haven

"When once you have tasted flight, you will forever walk the earth with your eyes turned skyward, for there you have been, and there you will always long to return".
Leonardo Da Vinci


Em tempo:
Obrigada Victor.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Um filme sem sexo

Há dois anos esse filme da agência Lápis Raro me comoveu. E hoje ele continua fazendo sentido.