sexta-feira, 10 de maio de 2013

À beira do abismo me cresceram asas

Pensa num espetáculo bonito e harmonioso. Duas "velhinhas" contando suas histórias nos fazem rir e nos emocionam na mesma medida.

Diálogo impagável (como me vem na memória): 
- Você saía dançar pra trair o seu marido.
- Eu não traia o meu marido, mas gostava de saber que poderia.

Uma das falas menos provocativas (como me vem na memória):
- Se Deus sabia que eu sou como sou, quando me ofereceu a maça, sabia também que era pra eu transgredir.

Edith Piaf fazendo parte da trilha sonora, essas duas atrizes maravilhosas e naturais no palco, a poesia da vida em cena, e ainda com direito a chuva de papel laminado, o espetáculo é imperdível!


P.S.: Na ocasião, as também globais, Camila Morgado, Leona Cavalli e Suzana Faini prestigiavam as amigas.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

As coisas que fizemos e não fizemos

Depois de ter visto o espetáculo UmNenhumCemMil, da trilogia Pirandello que não dialogou comigo, embora sim boa interpretação de Cacá Carvalho, sim causa reflexão, mas não, essa Natalia não tem se questionado tanto, talvez por ter posto de lado a análise... sim ultimamente ela tem ido com a maré, logo não me tocou. E também depois de ter visto Perdoa-me por me traíres, encenado por atores não tão preparados para um Nelson, eis que surge algo pós-moderno e cheio de musicalidade para animar essa sexta.


Tudo começa na fila do teatro, na qual existe um público infantil/adolescente que não é comum, pelo menos não naquela proporção. Bom, não importa. Eu queria muito ver esse espetáculo, porque conta com a direção e atuação de Matheus Souza (texto também dele), que é o diretor de Apenas o fim, filme que amei. Também no elenco Gisele Batista, que eu simpatizo muito, um dos talentos de Clandestinos e recentemente mais conhecida por seu papel na novela das Empreguetes. Mas aquela movimentação toda era por conta da terceira integrante do elenco, Lua Blanco, que descobri ser uma das garotas que participou de Rebeldes, ao que me consta uma novela/seriado que tem milhares de fãs juvenis. E de fato quando a moça entrou no palco rolou uma comoção. Vi uma garotinha que verteu muitas lágrimas, emocionada ao ver sua "diva", mais ou menos o que acontecerá comigo se eu ver a Juliana Paes algum dia. Bom, não importa.

O que importa é que o espetáculo é leve e divertido e o texto é muito bom e pop! A peça é uma história de amor, que fala sobre separação, é também uma história de encontro com o outro e consigo mesmo. Fala ainda de um futuro, em que se poderá viver num sonho (irreal).

Tem uma cena, que achei fantástica e vou tentar transcrever:

Ele - Eu te amo. (em voz baixa)
Paula - O que?
Ele - Eu te odeio.
Paula - (poker face)
Ele - Eu te odeio, eu te odeio ao contrário.
Paula - O que significa "eu te odeio ao contrário?" (num misto de surpresa e dúvida)
Ele - Que eu te amo.
Paula - Ah você me ama, que legal! É legal, porque é bom ser amado. Tá eu tenho que ir...
Ele - Espera, você não me ama?
Paula - Ai não sei... como eu posso saber? Mas é assim, sabe quando você tá na rua no Rio de Janeiro? Naquele calor quase insuportável e daí você entra no shopping e ar condicionado?
Ele - Sim, você gosta de mim tanto quanto um choque térmico.

O final também é maravilhoso, mas vou deixar que seja surpresa! Em cartaz no Sesc Copacabana até 12/05.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Ficção

Cinco monólogos do Cia de Teatro Hiato. A proposta desse processo de criação dos atores não é contar uma história real, mas uma história verdadeira. Não é necessariamente ser verdadeiro, mas ser de verdade. E por meio da ficção, em que intimidade e teatralidade se condensam, eles se desvelam e se expressam  despidos de máscaras, tão humanos, revelam-se frágeis. E é essa fragilidade que nos comove, o espectador é seduzido por diferentes níveis de percepção dos autorretratos revelados no palco. 


Luciana Paes [de barros]

Simplesmente fantástica e minha favorita dos cinco. Em um prólogo para outra atriz, ela questiona o processo criativo e introduz um projeto artístico inspirado em ninguém mais, ninguém menos que Frida Kahlo. Atuação excepcional!

Thiago [campos] Amaral

Igualmente maravilhoso e premiado. Através de uma história inventada, o ator fala de uma experiência pessoal dolorosa, o afastamento de seu pai. E por meio do espetáculo, ele busca um reencontro com o pai que não aceita o fato de Thiago "não querer ter filhos".

Maria Amélia [bethovem] Farah

Maria conta sobre as projeções que sua mãe fez para ela. E fala de todas as vezes em que matou sua mãe, por ir contra aos desejos dela e seguir suas próprias vontades. Nem sempre dançar conforme a música é jogo.

Aline [moreira] Filócomo

As Alines, tantas Alines dentro de uma só Aline. A irmã mais velha, a formada, a que ganha o mundo... o que dizer daquela que contém multidões? Ela disse: "por mais que eu repita, repita, repita, eu não consigo continuar sem a minha irmã mais nova. Eu não ousaria". E sua irmã entra em cena e as duas continuam juntas.

Fernanda Stefanski [bernardes]

Um papelzinho de bala voando pela janela e se perdendo na estrada, uma "mendiga" a espera do seu amor na estação de trem. Um tio que se "suicidou" em Maravilha - SC. Seus amores, o Daniel da escola que não a via e o Junior que a pediu em casamento e a feriu. O cheiro do vinho. "Fefura" maravilhosa!!

Curiosidades:
Todos eles ficam se não nus, seminus.
A consagrada Renata Sorrah e a talentosa Luana Martau estiveram na plateia prestigiando Luciana e Thiago.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Lágrimas de São Pedro

(...) Esperança em quê? Se São Pedro chorasse... e suas lágrimas molhassem o chão... e do chão brotassem as rosas... E do perfume exalasse esperança... E se São Pedro chorasse... E sobre nós desaguasse gotas de água... Que eu pudesse pegar com as mãos e brincar com elas... E me mergulhar e sonhar... E se eu chorasse junto?

Uma bela, bela, bela exposição do premiado Vinícius S.A.





Em cartaz até maio na Caixa Cultural. (Me desculpem pelas fotos de celular.)

domingo, 24 de março de 2013

Bill Dog

Sabe aquele tipo de espetáculo que o ator carrega nas costas? Aquela peça de um único ator, mas um ator único? Bill Dog é assim, um ator excepcional interpretando 38 personagens em um monólogo alucinante. Confira!


Rio: doze meses ou Ano Um

Parece que foi ontem que o piloto disse ao aterrizarmos: "são as águas de março fechando o verão". E eu pensei, "promessa de vida no meu coração"! E quanta vida me esperava aqui!!! Um ano depois, chuva novamente, pra lavar a alma e seguir adiante! Quão maravilhosa é a cidade onde o verão nunca termina e os dias parecem feriado! #LifeToTheFullest



sábado, 23 de março de 2013

Caixa de Areia

A personagem Ana é incapaz de se envolver com alguém. Felipe encara a arte como algo banal, enquanto Marisa convive com delírios de consumo. Douglas tem suas escolhas influenciadas pelo fato de ter uma família, já Samanta vê da janela de seu apartamento, a possibilidade de um fim.


"Se um dia nos tornamos amigas do peito, não vamos deixar que a intimidade nos machuque". Marisa para Ana.

Danças Atlânticas

Instalação intersensorial que busca novas possibilidades poéticas, como o estranhamento e o reencantamento no cotidiano.



Exposição tocante com trilha envolvente, no Centro Cultural da Justiça Federal.

Pedra, papel, tesoura...

Exposição que cria um espaço lúdico, propondo avizinhamentos não convencionais.


No Centro Cultural da Justiça Federal. ;)

domingo, 17 de março de 2013

Porcos com asas

Tá aí um espetáculo de teatro que todos os meninos deveriam ver. E as meninas que assistirem, deveriam ser muito mais "más" depois dele. (Eu serei.)

Da magia do texto da peça: "eu te amo loucamente mais ou menos", e "a gente devia casar, eu sei fazer ovo frito, ovo cozido e ovos mexidos".

Rocco e Antônia libertos com nossos porcos, nossos corpos e nossas asas, em um mundo em que o homem será bom para o homem e nada mais.


sexta-feira, 15 de março de 2013

Quem pode dar comidinha ou moedinha?


Sempre vejo essa senhorinha sentada com seu cartaz pendurado no pescoço pedindo uma ajudinha. Já vi pessoas ajudando ela, já vi ela com um saquinho de biscoito, já vi um rapaz fotografando ela, eu fotografei ela também.

Mas eu sempre me questionei, de onde ela vem e pra onde ela vai? E mais de uma vez pensei: "um dia tenho que segui-la e ver pra onde ela vai".

E esse dia foi hoje. Estava a caminho de casa quando vejo essa senhorinha, que parece tão frágil, caminhando ávida a minha frente. Outrora, cheguei a imaginar que um filho ou parente a deixasse ali, sentada em seu banquinho na calçada, como alguém deixa um bebê num berço.

Mas hoje ela seguia a minha frente com uma postura surpreendente para quem passa quase o dia todo curvada, segurava uma sacola no ombro, segurava seu banquinho e num de repente puxou o cartaz do pescoço e o guardou na sacola.

Usava uma blusa, uma camisa por cima da blusa, uma saia longa e havaianas nos pés. (Sempre acho que ela passa calor!) Passamos pela minha rua e eu continuei atrás dela. Então, ela parou na porta da Igreja Universal do Reino de Deus. Pensei, "será que ela doa pra igreja o dinheiro que ganha dos passantes?" Mas não, ela apenas anotou em um caderno da igreja, dois nomes, um dos nomes vinha acompanhado de "Doutor".

Ela seguiu e mais a frente parou para conversar com a mulher da camiseta "compro ouro". Não consegui ouvir o que dizia e o papo não levou mais que dois minutos. E foi mais ou menos nesse momento que eu acho que ela percebeu que eu a seguia ou talvez tenha sido na próxima esquina.

Na próxima esquina, eu esperei dentro de uma loja ela atravessar a rua, esperei ela caminhar um pouco do outro lado, para finalmente atravessar e foi nesse momento que ela se virou, com aqueles olhos verdes claros de mulher mística e caminhou na direção contrária a que seguia.

Tive medo (que bobagem! o que ela poderia fazer? me acertar com o banquinho? mas porquê razão? só porque eu a seguia?). Acreditando que ela mudou de direção, por ter percebido minha presença, resolvi passar por ela como se ela fosse uma transeunte qualquer e entrei numa galeria. Quando saí, não a vi mais.

Mas isso foi só por hoje. Porque amanhã ela volta, sim ela irá voltar, e eu ainda quero saber de onde ela vem e pra onde ela vai.

To be continued.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Antes da Coisa Toda Começar

Como o ano está só começando, talvez seja cedo para dizer isso, mas por hora, se você tiver que assistir somente a um espetáculo de teatro esse ano, confira: "Antes da Coisa Toda Começar". Simplesmente divino!


P.S.: Alguns dos atores que aparecem no vídeo foram substituídos, mas fica para ilustração.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

No metrô

Outro dia eu estava indo para o centro da cidade, de metrô. Entrou no vagão, um menino que devia ter seus quatro ou cinco anos, acompanhado de seu pai. O menino queria sentar, e perguntou ao pai se podeira fazer isso, assim que alguém levantasse. O pai explicou que o trajeto seria curto e que logo eles iriam descer. (Eu estava de pé, do contrário teria dado meu lugar para ele, já fui babá e sei que crianças cansam fácil e é recomendável que façam essas "viagens" sentadas). O menino parecia um pouco impaciente. E de repente, ele pergunta: Pai você tá vendo pessoas que você não conhece? 
Achei muito engraçadinho.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Virada Cultural

Essa foi uma madrugada especial, impressionante, impressionista! Obras-Primas do Museu d'Orsay de Paris, estão expostas no Centro Cultural do Banco do Brasil no Rio. Claude Monet, Edgar Degas, Paul Cézanne, Paul Gauguin, Pierre-Auguste Renoir e Vincent Van Gogh são alguns dos consagrados artistas que nos envolvem a cada pincelada em suas telas. Não dá pra perder!


sábado, 29 de dezembro de 2012

O Quebra-Nozes

O clássico natalino cheio de encanto e magia está em cartaz no magnífico Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Lindíssimo, ilumina os olhos e o coração.



segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

domingo, 23 de dezembro de 2012

Razões para ser bonita

Espetáculo cômico sobre o dia a dia das mulheres no que diz respeito ao amor, aos relacionamentos, a dinâmica quando se conquista alguém, quando se conquistado e claro, algumas  boas verdades. Ademais, eu poderia falar do Marcelo, mas direi apenas: ótimo elenco!


sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Vista Chinesa

Encontrei o melhor lugar para passar o primeiro dia do verão e do fim do mundo!





Alô, Dolly

Sabe aquele espetáculo que te transporta para outra realidade? Devido a sua musicalidade, a composição do cenário, pelo figurino elaborado, pela vivacidade dos personagens em cena. Alô, Dolly é isso, muito divertido!



domingo, 16 de dezembro de 2012

Depois da queda

Simone Spoladore brilha interpretando Maggie, alter ego de Marilyn Monroe. E o grande elenco que a acompanha, somente enaltece a trama de Arthur Miller. "Uma narrativa não linear, que alterna cenas do passado e do presente. Toda a ação é criada a partir das reflexões de Quentin (alter ego de Miller), um advogado nova-iorquino que decide reexaminar sua vida para ver se deve ou não se casar com seu mais recente amor."


Can we fight temptation?

sábado, 15 de dezembro de 2012

Colorados – Nada Vai Nos Separar




Editora Multifoco lança coletânea em homenagem ao Sport Club Internacional
O livro Colorados – Nada Vai Nos Separar reúne textos de torcedores apaixonados pelo Inter de Porto Alegre.
Por Fernanda Lopez.

A partir da segunda quinzena do mês de dezembro de 2012 estará disponível para venda a coletânea Colorados – Nada Vai Nos Separar, o mais recente lançamento da Editora Multifoco. O livro reúne 19 textos de torcedores do Sport Club Internacional, cada qual contando suas histórias de amor e fidelidade pelo colorado.
A ideia surgiu da cabeça – e, segundo a própria, principalmente do coração – de Jana Lauxen, escritora, editora e, sobretudo, colorada, que decidiu homenagear seu time fazendo aquilo que gosta de fazer: escrevendo.
- Não é de hoje que escrevo sobre o Inter e, na internet, tive a oportunidade de conhecer outros autores colorados e blogs, alguns inclusive especializados no Internacional, e achei que, assim como eu, haviam outros torcedores com muitas aventuras e desventuras para contar sobre o Inter.
Segundo a organizadora da obra, o livro relata um pouco sobre a história do clube, fundado em 1909, a partir da visão e da vivência de sua torcida:
- A história do Inter é incrível. Trata-se de um clube criado justamente por que o povo (negros, estrangeiros, pobres e renegados em geral) não encontrava espaço nem para torcer, nem para jogar no coirmão Grêmio, que era, na época, um clube de elite. Logo, a história do Inter é também a história de seus torcedores, pois os colorados sempre participaram como protagonistas na biografia de seu time. Não somente viram a história acontecer, mas fizeram esta história acontecer.
O título da obra reproduz um dos cânticos mais populares da torcida do Internacional, que diz ‘colorado, colorado, nada vai nos separar, somos todos teus seguidores, para sempre eu vou te amar’.
Mas por que colorados, no plural, e não colorado, no singular, como é no original da canção?
- É uma alusão, uma homenagem ao torcedor colorado. Costumo dizer que, por trás de um grande time, sempre há uma grande torcida. Se o torcedor é o décimo segundo jogador, é fundamental que ele honre esta condição, vista de fato a camiseta e colabore para levar seu time para frente, para cima; nunca para baixo.
Os textos reunidos na obra vão desde a gloriosa conquista do Campeonato Brasileiro em 1976, passando pelo Mundial de Clubes FIFA em 2006 e a Libertadores em 2010, até os tragicômicos anos 90, sempre sob a ótica do torcedor.
O que termina por aproximar o leitor dos autores, pois todas as histórias narradas no livro poderiam ter sido contadas em uma roda de amigos, em uma mesa de bar.
- O mais legal é esta justaposição, esta identificação. Enquanto recebia os textos, na fase seletiva da coletânea, ia lendo e me divertindo, pois também vivi aquelas emoções; logo, entendia as histórias de maneira muito peculiar. Você se identifica, se aproxima do autor, e é como se, enquanto colorados, tivéssemos vivido juntos aquelas histórias. E vivemos. Agora elas ficarão registradas em livro, para que colorados de gerações futuras possam ler e conhecer seu time sob a visão de sua torcida.
Jana Lauxen ainda sublinha o fato de o livro reunir textos de colorados de 60, e de 15 anos também, o que torna a obra ainda mais especial, já que tem histórias de todas as fases do clube.
Em formato pocket, a coletânea Colorados – Nada Vai Nos Separar custa R$25, e pode ser adquirida através do site da Editora Multifoco (www.editoramultifoco.com.br), ou através do e-mail natalia_rh@yahoo.com.br.
Todas as estantes coloradas deste Brasil merecem guardar este registro extraoficial e cheio de dedicação, feito pelos grandes torcedores, deste grande time que é o Sport Club Internacional.

Participam da coletânea Colorados – Nada Vai nos Separar os seguintes autores:
Beto Canales * Caroline de Souza Matos * Cícero Pereira da Silva * Clayton Reis Rodrigues * Eduardo Sauner * Eliane Becker * Fábio Araujo * Jana Lauxen * Jeremias Soares * Jorge Dimas Carlet * José Paulo Pinto * Luciana Lima da Silva * Lulu Penteado * Márcio Mór Giongo * Max Peixoto * Natalia Hoffmann * Poliana Patricia Glienke * Rosália Speck * Sinara Foss

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Por Elise

Já havia me emocionado com uma digníssima adaptação deste espetáculo aqui. Hoje a noite tive a oportunidade de ver o original no Teatro Ipanema. O renomado Grupo Espanca!, faz por merecer a fama do nome que carrega. Realmente um espetáculo magnífico, em cartaz até 23/12.


Um dos melhores trechos:
"Dizem que os cães ouvem muito melhor do que nós. O coração, por exemplo, eles não escutam 'tum, tum, tum!' como nós ouvimos, e sim 'quem, quem, quem'. Dizem que é porque o coração é aquele que ouve uma voz desesperada, longe, gritando: 'EU TE AMO! EU TE AMO!', e então ele bate desesperado respondendo: 'Quem? Quem? Quem?'. E a 'gente' é quem, também no desespero, manda essa voz se calar: Dizem."

Ah, "pequeno" detalhe, hoje também foi a noite dos globais, eu e minha irmã, nos sentamos na mesma fileira que Camila Pitanga. Marieta Severo também prestigiou o espetáculo. E na saída do teatro, vemos uma moça com uma saia super linda, quando olhamos para o rosto da garota: Alinne Moraes, seguindo em direção ao Zazá.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Na bagunça do teu coração

Espetáculo baseado nas canções de Chico Buarque, duas das minhas prediletas eles não cantaram/encenaram, de qualquer forma, bonita a peça, bons atores.


Em cartaz na Caixa Cultural.

domingo, 2 de dezembro de 2012

2 Coelhos

Mais uma vez o cinema nacional sai na frente em criatividade, revelando uma história não linear que ilustra o cotidiano de maneira explosiva. Recomendo, pelas atuações impecáveis, trilha sonora, efeitos visuais, recursos tecnológicos e pelo final surpreendente.


sábado, 1 de dezembro de 2012

Do brilho da minha irmã


COMPOSIÇÃO
(meu temperamento sanguíneo me faz assim)
Ah! Se me deixasse voar
Me teria nas mãos...
Não sabes, então, o quanto a sério levo isso.
Sou menina da rua
Voo com as coisas do mundo, me divirto com o sorriso de uma criança
E depois volto para teus braços.
Mas você entende de outra forma.
Claro, porque eu me calo.
Eu quero só falar das coisas boas
E sutilmente você me pede das coisas que me afligem.
Estou falando dessas coisas para mim mesma, há algum tempo já falava
Então é isso, queres que fale pra você?
Sua pressa me suspende
Sua calma me assusta.
E de repente tudo volta ao normal.
A terra onde estamos, com nossos problemas cotidianos e
Nossa magia diária.
Eu estou tentado desesperadamente te amar,
Era você quem devia tirar esse desespero de mim.
Ou era eu quem devia me encontrar?
Eu sei exatamente o que sou
Na sua contradição de bonito e feio.
Me deixa te amar, só por um instante.
Ou você me deixa todos os instantes com os seus jogos?
Não sentiu, então, o desespero do meu abraço, querendo fazer de dois um só.
E ao mesmo tempo eu sou um só. Que se faz dois, porque quer ser unidade.
Me fragmento em várias e deixo você catar pacienciosamente os meus pedacinhos.
Será que quando você me formar, eu vou ser sua?
Ou você está me criando para o mundo, ou eu estou me criando para o seu mundo.
Eu odeio as suas pressões.
Se ao menos você tivesse me acalentado e dito que eu não tinha a obrigação de te amar...
Então assim eu te amaria?
Me apaixonei pelo interno teu
Tendo que olhar sempre para o seu externo
Está certo que as pessoas não são uma coisa só
Se definem em momentos
Você falava da nossa extraordinariedade
Eu resolvo meus amores
E depois rememoro eles
Paixão é patologia e amor é cura.
Mas paixão é bom.
Quem não quer se apaixonar? Para sentir medo.
Só que nesse momento você não soube me direcionar.
A sua esperteza te enganou.
Te dei tantos sinais.
Escolha uma forma de ler os sinais que o mundo lhe dá.
Se o seu cachorro faz cocô na chão da sala
É porque passou muito tempo trancado no banheiro.
Não é só para chamar sua atenção,
É uma reivindicação.
Olha o outro lado.
Veja que bonito, você me ensinou e escrever
E não me ensinou a falar.
E agora?
Me liga ou não.
O instante que se faz.
Só que também existe o menino da sobrancelha grossa
Que eu tentei lhe falar num e-mail e você não quis escutar
Como eu vou lidar com isso?
E como você vai lidar com isso?
Vai me suprir a falta dele com sua inteligência?
Então inventasse um jeito mais claro de dizer que sim, eu poderia esquecer ele.
Porque ele ainda está na minha cabeça.
E são os cachos dele que me impedem de amar teu cabelo tingido.
E eu me pergunto se a gente se confundiu na nossa arte.
Ou se estávamos querendo tirar proveito um do outro.
Mas os momentos, os estados e as sensações de fato existiram.
Eu, agora, escrevo sozinha. Talvez você tenha me causado tudo isso para que eu escrevesse.
O que estou perdendo agora que não estou contigo
E o que mais vou ganhar...
É só mudar a trilha sonora, para mudar o sentimento
Só que não... porque você só me encontra aqui e o contrário é recíproco.
Quem é o vil da história?
Ninguém, todos somos tudo
Do sublime ao grotesco
"Só que não"... sua expressão
Como eu ia saber do trauma do telefone... quando não atendi
Ou era ciúmes doentio?
Já lhe disse meu interesse inicial era pela sua arte
Depois as coisas se confundiram
E agora são palavras.
As palavras que eu lhe dava como música e expressões
E você dizia não escutar ou colocava o vinil para tocar ao contrário.
E os ingressos que você comprou para nós?
E depois me jogou na cara o preço deles...
Sabia, pois, do meu zelo para com a moeda, sabia que gostava das coisas caras mas elas vinham por merecimento
Sabia, então, que por enquanto desfrutava da natureza gratuita...
E me joga isso na cara.
Foi quando sua máscara caiu.
É meu amor, realmente não nos entendemos
Você e seu zelo (?) com o telefone e eu e meu zelo com a moeda.
Mas percebe que estou salva
E talvez também estejas tu, pois escreve.
Mas cuidado com tua escrita.
AGORA SOBRE MIM
E agora vem a pergunta: vamos nos reencontrar?
Quem fará o instante?
Podemos nos entender na simplicidade do momento.
Aquieta tuas dúvidas aqui comigo.
Mas não irei atrás de você.
Não posso lhe prometer o amanhã, podemos construir o momento.
Se sabemos que gostamos um do outro.
Deixa em paz minha confusão feliz.
Será que consigo querer parar de entender?
Consigo se quiser.
Não vou mais procurar o meu amor, aquele amor da vida toda
Vou deixar que ele me encontre
Por mais que isso me custe a volúpia por debaixo do lençol
Querendo você aqui dentro.
Isso é egoísta deixar na sua mão?
Não, porque lhe telefonei dizendo para nos vermos.
Agora o próximo passo é seu.
Porque eu não sei.
E vou escolher não saber
Até saber.
Se isso durar mais tempo, lhe mostro esse poema.
Se não quem sabe você encontre ele, um dia, na internet
Numa revista, num jornal
Ou num livro.
Se é que vai ter fim.
Você tá aí fora chovendo pra mim.
E eu que sou tão sol, tão quente.
Eu acho que quero que você me ensine com amor falar aquelas coisas...
Sabe... do sexo.
Mas não é só.
Nunca vai ser só.
Só que só a minha vontade não conta, eu sei.
Eu procuro muito ver todos os lados, eu sei.
Eu sei, saber, é o meu verbo favorito, sabia?
Na verdade, talvez, fosse isso
Eu queria lhe contar das minhas coisas, sem compromisso
E sentia um compromisso ali.
É comprometedor se abrir dessa maneira...
E da mesma forma, tudo depende do ângulo de visão.
Desculpe, por todas as vezes que lhe atribuí papéis errados
Ou talvez você me desse a entender que queria ser um pouco meu analista,
Meu diretor, meu amigo, meu conquistador, meu namorado, meu desconhecido, meu querido, meu sem compromisso nenhum... meu amor, desamor, suave.
Foi isso que passou.
E pra você?
Parabéns, você acabou de me mostrar que pra você vale mais a pena me dar uma lição do que ficar comigo.
Não, obrigada.
Qual a palavra fundamental do meu manual?
Se você souber que é amor então você me ganha.