segunda-feira, 8 de março de 2010

Um filme sem sexo

Há dois anos esse filme da agência Lápis Raro me comoveu. E hoje ele continua fazendo sentido.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Moving

I finished watching the 5th season of Grey's Anatomy, and it's all about taking chances, facing the risks, making it happen, living life and make it worth. Of course it had some slow moments, but they were all well compensated by the great cast, soundtrack and the grand finale!

The following passage is one of the most touching, it's said by a graduate student girl who was envolved in an accident and still doesn't know that all her friends are dead.

"Today’s the day my life begins. Today, I become a citizen of the world. Today, I become a grown-up. Today, I become accountable to someone other than myself and my parents, accountable for more than my grades. Today I become accountable to the world. To the future. To all the possibilities that life has to offer. Starting today my job is to show up, wide-eyed and willing and ready. For what, I don’t know. For anything. For everything. To take on life. To take on love. To take on the responsibility and possibility. Today, my friends, our lives begin. And I, for one can’t wait."

Can't wait for the 6th season!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Music on

A trilha sonora da segunda temporada de Gossip Girl tá maravilhosa!! Resolvi colocar pra tocar aqui uma das "best songs ever":

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Assomos daquilo que passou...

Um beijo

Foste o beijo melhor da minha vida,
ou talvez o pior... Glória e tormento,
contigo à luz subi do firmamento,
contigo fui pela infernal descida!

Morreste, e o meu desejo não te olvida:
queimas-me o sangue, enches-me o pensamento,
e do teu gosto amargo me alimento,
e rolo-te na boca malferida.

Beijo extremo, meu prêmio e meu castigo,
batismo e extrema-unção, naquele instante
por que, feliz, eu não morri contigo?

Sinto-me o ardor, e o crepitar te escuto,
beijo divino! e anseio delirante,
na perpétua saudade de um minuto....

Olavo Bilac


segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

B'day

Hoje esse blog tá comemorando um ano de vida!


E pra celebrar eu resolvi postar essa musiquinha da Mélanie Pain (que não consigo parar de ouvir!) pra tocar:



Esse desenho do artista, cuja obra mais me tocou nos últimos tempos!


Esse VT que vai muito além da proposta comercial e nos motiva a sair do lugar comum.



Uma provocação em forma de anúncio.


Uma verdade.


E o desejo de imergir ainda mais nesse próximo ano.


Muito mais.


Um super thankxxx pra toda galera que visitou o blog durante esse ano de existência e comentou, incentivou, questionou, concordou, discordou, sugeriu, derramou mel, tacou pimenta, enfim interagiu com o conteúdo do blog.

Um obrigada especial também para todos que, mesmo sem saber, me inspiram e de alguma alguma forma me ajudaram a alimentar esse blog para ele crescer plural e ousado.

It's been for me, but it's been mainly for you!
It's been fun!

Valew!

Bjsssssssss,

Nat.

sábado, 9 de janeiro de 2010

O Despertar de uma Paixão



Esse filme não é mais lançamento, faz tempo que está na locadora e eu me questiono: como não aluguei antes? Fica a dica de um filmaço!

Atuações impecáveis, diálogos afiadíssimos e incandescentes, num enredo em que a distância entre duas pessoas não é o fim, é o combustível. Explora a intensidade dos opostos, que paradoxalmente é mais contagiante do que segregadora. Juntos os personagens permeiam o caminho do amor e do perdão. Da tela transborda uma fotografia belíssima da mística Shanghai. Nessa atmosfera somos envolvidos pela sutileza exasperante de existir e ser nesse mundo. Seguimos embalados por uma trilha sonora sempre em sintonia com as nuances do filme.

Enfim, have a great time!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Welcome 2010


If you’re a bit hangover, like me, remember tomorrow it’s gonna be a new bright sunshine day! Let’s sleep while we wait! ;)

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Antes que termine o ano

Do pacote, "things you can't leave behind", esse blog não poderia entrar em 2010 sem publicar esse comercial que fala por si só:



Essa pintura de Hervéc Ic, que fez parte da mostra em comemoração ao Ano da França no Brasil, no MARGS: Lamentation sur l’Amour, é uma tela que arrebata qualquer olhar.


Esse texto da Bia Dias.

Esse video clip da Lady Gaga, que do alto de seus 23 aninhos vem dominando o cenário pop musical. Eu a considero sinônimo de artista e de performance, no sentindo mais íntimo dessas palavras.


Essa canção (cute, cute, cute!):

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Orgasm

If all of us acted in unison as I act individually there would be no wars and no poverty. I have made myself personally responsible for the fate of every human being who has come my way.
Anaïs Nin

Surfing on the internet the other day I found this website, with a cabalistic idea on bringing peace to the world. And I happen to find it, to say the least, interesting. And let’s face it, it’s also insanely ingenious.

So I came here today, to invite all of you to have an orgasm.

“Global Orgasm is free, as private as you want it to be, healthy, fun and it feels good. Focus your thoughts before, during and after orgasm on love, peace, and harmony. It just might be the most important and joyful action you can take for the world. Do it for yourself, your family, and a peace-filled planet.”

I brought some “motivation” for everyone. Enjoy!

For her (I decided to leave room for imagination!)







For him (Ready to go!)





P.S.: “For her” and “for him” are merely illustrative, you can choose whomever you like best.

More of her here.
More of him
here.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

A fé

Nesse último final de semana fui visitar minha irmã em Santa Maria que estava em cartaz como espetáculo As linhas de Elise no Teatro Caixa Preta. A peça discorre sobre situações do dia-a-dia, sobre o comportamento humano, mas com um olhar original e pungente, dando ao cotidiano um certo brilho e bom-humor.

No último Ato, "A fé", a personagem da minha irmã, rodopia ao som de Pour Elise e cai no chão, embriagada pela tontura daqueles círculos incessantes, e deitada ali, encarando o céu, ela diz:

Eu sou forte como um cavalo novo, com fogo nas patas, correndo em direção ao mar. Eu sou forte como um cavalo novo, com fogo nas patas, correndo em direção ao mar! Deus eu não vou lhe incomodar! Eu juro. Pode ficar aí. É só pra ficar olhando. Eu vou me levantar daqui sozinha e vou voltar a correr porque é da Ordem. E se for necessário eu vou começar tudo de novo. (Ela se levanta.) Vou acordar de manhã, fazer o café e ligar a secretária eletrônica, o alarme, e vou colocar cacos nos muros e olhar meu jardim e correr novamente. Porque eu sou forte, porque eu sou forte. E vou criar outros instantes, e ninguém vai perceber que estou criando, porque todos vão se envolver! TODOS! E que venham os fins, que venham todos os fins porque eu sei recomeçar, eu sei! Eu sei! Quem respira por mim? Quem respira por mim? Porque eu sou forte como um cavalo novo, com fogo nas patas, correndo em direção ao mar. CORRENDO EM DIREÇÃO AO MAR. CORRENDO EM DIREÇÃO AO MAR. (Ela sai correndo, para fora do palco.) CORRENDO EM DIREÇÃO AO MAR. CORRENDO EM DIREÇÃO AO MAR. CORRENDO EM DIREÇÃO AO MAR. CORRENDO EM DIREÇÃO AO MAR. CORRENDO EM DIREÇÃO AO MAR. CORRENDO EM DIREÇÃO AO MAR. CORRENDO EM DIREÇÃO AO MAR. CORRENDO EM DIREÇÃO AO MAR.

Não é necessário dizer que fui as lágrimas. Foi lindo e comovente.



Em tempo:
No espetáculo, "a mulher", personagem da minha irmã, tinha um envolvimento com "o lixeiro" e me pareceu tão verdadeiro e intenso (sim, mesmo sabendo que era encenação). Imaginem minha surpresa, quando na noite seguinte, ao chegar no Caixa, dessa vez para assistir ao monólogo "O afogado mais bonito do mundo", eles, a mulher e o lixeiro, se cumprimentaram com um seco e simples "oi". Eu não acreditava. Daí, então, surgiu Theodor Adorno(!) "A arte é uma magia que liberta a mentira de ser verdadeira".

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Alguma bossa

Não sei para o resto do mundo, mas para mim, o que estou estudando agora, comportamento de consumo, tem uma tendência poética.

April Benson* num devaneio em seu livro I shop, therefore I am**:

"Fazer compras é uma das maneiras de procurar por nós mesmos e por nosso lugar no mundo. Apesar de acontecer num dos lugares mais públicos, fazer compras é essencialmente uma experiência íntima e pessoal. Comprar é provar, tocar, testar, considerar e pôr para fora nossa personalidade através de diversas possibilidades, enquanto decidimos o que precisamos ou desejamos. Comprar conscientemente não é procurar somente externamente, como numa loja, mas internamente, através da memória e do desejo. Fazer compras é um processo interativo no qual dialogamos não só com pessoas, lugares e coisas, mas também com partes de nós mesmos. Esse processo dinâmico, ao mesmo tempo que reflexivo, revela e dá forma a partes de nós mesmos que de outra forma poderiam continuar adormecidas... O ato de comprar é um ato de auto-expressão, que nos permite descobrir quem somos".



* Virei fã! 
** Descartes, qualquer semelhança foi totalmente intencional.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

As linhas de Elise

Para quem estiver em Santa Maria nesse final de semana e quiser ver a vida cotidiana se transformar em espetáculo.



Amanda, merda pra vocês nessa estreia e nos espetáculos que se seguirem. (To contando com um lugar na primeira fila!! :p)

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Um final de semana, sobretudo, vermelho

No sábado, fui conferir o espetáculo Vermelhos - História e Paixão, no charmoso Theatro São Pedro, em comemoração ao Centenário do Sport Club Internacional.



Ver a história do INTER encenada foi não apenas, comovente, mas um orgulho. O clube do povo do Rio Grande do Sul tem uma trajetória digna e vigorosa, repleta de glórias. A montagem do espetáculo mescla passado e presente, envolvendo os torcedores/espectadores simultaneamente pela ousadia e ideal de Henrique Poppe e a vibração dos hinos e cenas da torcida!! Os atores são por inteiro sentimento e emoção. Se você é colorada(o) e apaixonada(o) pelo INTER como eu, e não pode conferir, fica o desejo de que seja aberta outra temporada, mais longa, no ano que vem. 

No domingo de manhã, me deixei levar pelas notas e acordes da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA), celebrando os 75 anos UFRGS. Com exceção de Fascinação, tocada num solo belíssimo de piano, o programa seguiu apenas com trilhas sonoras de filmes, entre eles: West Side Story, Superman e Concerto Campestre. A regência do espirituoso maestro Manfredo Schmiedt, foi magnífica.



Mais tarde, assisti ao espetáculo Valsando, da Essência Cia de Dança. No palco, a poesia do corpo foi explicitada na dança, sob tecidos esvoaçantes, movimentos delicados e cores que envolviam a platéia, num círculo de luz. Com a elegância notória de um baile, os bailarinos pareciam flanar no palco, desenhando ondulações na melodia lírica. Coreografias matizadas e luminosas encheram o palco no embalo de canções maviosas. Nesse ballet, os bailarinos e bailarinas pareciam lançar no ar um cheiro de perfume a cada passo. Havia muita harmonia no palco e transbordou pra fora dele. Foi pura cintilância.



Em tempo: 
Penúltima rodada do Brasileirão, INTER 2 X 1 Sport. De virada é mais gostoso. Vamo Vamo INTER!!!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Coming soon

Ondine


“The film is a lyrical, modern fairy tale that tells the story of Syracuse (Farrell) an Irish fisherman whose life is transformed when he catches a beautiful and mysterious creature (Bachleda) in his nets. His daughter Annie (Barry) comes to believe that the woman is a magical creature, while Syracuse falls helplessly in love. However like all fairy tales, enchantment and darkness go hand in hand.”

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

The future is open wide

Altough this amazes me I can't say how "good" it really is. (Or how necessary, whatsoever!) Do we really need to have this much of control?



E agora, José?

terça-feira, 17 de novembro de 2009

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Lucía y Luis

Hoje fui até o Cais do Porto pra conferir outras mostras da 7ª bienal do mercosul – Grito e Escuta.

A Mostra Absurdo foi a que mais me envolveu, o caminho a ser percorrido entre uma obra e outra é sobre a areia, já criando aí uma sensação física um pouco inusitada. Logo fui cercada por uma atmosfera bruxuleante e diversos ruídos. De repente, ao seguir caminhando começo a ouvir sussurros ininteligíveis e um tanto angustiantes, eles vinham do topo de uma escada! E coragem pra subir lá sozinha? Como desejei ter a mão de alguém, pra segurar a minha! Olhei para os lados, esperando por esse alguém pra subir comigo, mas vi que só poderia contar com a minha própria companhia. Subi. Degrau por degrau, já distinguindo um espanhol que sempre considero tão caliente, mas logo lembrei que espanhol também pode ser aterradoramente asustador como vivenciei alguns meses atrás no filme REC! Ao chegar no topo me deparei com uma sala escura e abafada. Adentrei. Valeu transpor toda a insegurança, vencer o coração disparado e descompassado, vejam o quão incrível são os vídeos em stop-motion exibidos em sequência:
(Fica com a luz acesa, ou não... quer dizer, você quer sentir calafrios?)




(Ah! Na exibição não tinha legenda, fica de presente pra vocês!!)

Quando desci as escadas, tinha uma menina com um olhar assustando e hesitante, ao lado dela estava um rapaz, que colocou a mão sobre seu ombro e disse decidido “vamos, vamos lá ver” e foi conduzindo-a escada acima. Tudo bem... vai... eu fique com a emoção!

Também gostei do vídeo “Cair em si”, que é exibido, singularmente, sobre a areia. Segue um trecho do mesmo. (O som que vocês vão ouvir, não corresponde ao da filmagem, cuja acústica era tranquila, repercutindo um gotejar. Esse barulho de vento e ondas é do vídeo ao lado. De certa forma, os sons se confundiam lá dentro, uma mistura, que até agora estou tentando entender se foi, de fato, positiva).



Esse post, foi só pra dar um gostinho, tem muito mais à surpreender e ser apreciado. Você tem até o dia 29/11 pra conferir!

Em tempo:
Matheus, meu primo querido, lembrei de ti, que há muitos anos atrás, mesmo tendo apenas duas mãos, deu um jeito de segurar as minhas, as da Lili e as da Amanda, naquela “mansão do terror” (ou talvez fomos nós que nos agarramos nos teus braços). E você ainda aguentou calado nossos gritos histéricos, (desculpa se quase te deixamos surdo por alguns minutos!) por dois andares assustadores. Acho que era da sua mão que tanto senti falta hoje.

sábado, 14 de novembro de 2009

4 fun!

Feira do livro, bienal, exposições, palestras, oficinas... Porto Alegre está esfuziante e badalada!

Deixo aqui o que mais me surpreendeu na bienal b e se você mora na capital gaúcha ou estiver de passagem por aqui, tem até domingo pra conferir:

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

To die for

Ele está mais lindo do que nunca, Thiago Lacerda, é sem sombra de dúvida o melhor de “viver a vida”. (Até mesmo o gato do Rodrigo Hilbert passa meio apagado, na presença do Thiago...) Eu tive que trazer o colírio, o deus grego da “novela as oito” pra dar uma banda por aqui! Is he human? Apreciem sem moderação!





P.S.: O Rodrigo fica de bonus! :D

sábado, 7 de novembro de 2009

Super cute

"Tão bom morrer de amor e continuar vivendo".
Mário Quintana

Soko, sweetest than ever! This song evokes in me feelings of desperate need, need to fall in love again. Yes, once again. And just for once, make it right… (And if I'm lucky, we'll fall in love again with eachother).

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Myself and life



Não sabia que ia perdê-lo, não sabia sequer que iria encontrá-lo.

Caio F. Abreu em “Os Dragões não Conhecem o paraíso”.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Das descobertas abarcadas...

“Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar também.Tá me entendendo? Eu sei que sim.”

Caio F. Abreu

Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. Porque sozinha, não vou. Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma.
Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também!
Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade!
Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica. Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também.
Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir.
Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo.
Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças!
Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena.
Remar.
Re-amar.
Amar.
Conheça a autora!



terça-feira, 3 de novembro de 2009

Propaganda e Sociedade



Stalimir Vieira me ganhou no primeiro mês de faculdade quando li seu livro “Raciocínio criativo na publicidade”, cuja proposta era “pense ao contrário”. E para tanto, se deveria agir com paixão: “uma coisa que mexe com a gente, transformando-nos de meros espectadores, em agentes absolutamente envolvidos". Ou seja, "tira-nos da platéia e nos coloca no palco”. E afirmava ainda que “o problema é dotado do encanto de carregar, misteriosa, a própria solução”.

Anos depois, na minha pós-graduação em ciência do consumo, me deparo com um artigo dele na Revista da ESPM e ele volta a me surpreender, em defesa da propaganda e da liberdade. Saboreiem um trecho:

“O objetivo da publicidade é, sempre foi e será identificar vulnerabilidades sociais, morais e emocionais, com a intenção explícita de atuar sobre elas e alcançar seus objetivos. Nem sua maior razão de ser, nem seu maior poder de persuasão, nascem na condição de profissão ou ciência, presunção recentíssima, forjada apenas numa tentativa de classificar procedimentos, diante do acirramento da competição pelo mercado. Mas eram inatos em nossos ancestrais, mercadores e pregoeiros, desde sempre. Balidos de ovelhas, sinetes, traques, cores, aromas, perfumes, essências, gritos roucos... compunham, entre muitos outros apelos, o anúncio da chegada do vendedor, acontecimento aguardado com ansiedade nos povoados. E o ‘estado de graça’, gerado na comunhão do visível com o invisível, do real com o imaginário, seduzia e hipnotizava vilas inteiras... Ocasião em que o povo só tinha sentidos para aquilo que os aguçava, manipulado deliberadamente pelos negociantes. Uma festa. Uma festa inventada com o interesse de fazer lucro. Mulheres, homens e crianças, em escalas diferentes de percepção, comungando o sentimento de uma felicidade provocada por atitudes de sensibilização certeira sobre seus estados latentes de desejo. A excitação geral era alimentada permanentemente – a fumaça de um assado, o espargir de um perfume, o descortinar de um tecido, o brilho de um dourado – para que a predisposição para o consumo não arrefecesse em nenhum momento. Uma fórmula perfeita porque intuída por antigas sabedorias: ao termos despertado alguns aspectos de nossa natureza – a viciosa busca pelo prazer, por exemplo – vamos tratar de atendê-los, de um jeito ou de outro. E não haverá lei capaz de impedir a cumplicidade entra a carência gerada pelo pressentimento da falta de sentido da vida e a capacidade de nos iludirmos com a possibilidade de ela poder ser suprida ou disfarçada por prazeres que neutralizem nossas angústias. Tentar, portanto, domar a publicidade por meio de postulados moralistas, é como pretender manter a fumaça presa numa gaiola. A publicidade, como toda expressão filosófica, é inatingível e livre por natureza e, pelo mesmo motivo, não há maneira, sem ser cerceadora, ditatorial e violenta contra a condição humana, que possa tentar submetê-la a vocações coercitivas.”

É por isso que eu gosto tanto de publicidade e propaganda! E é de comunicadores como o Stalimir, que a gente, enquanto consumidores precisamos!