Em tempo:
Aqui, a gente pesquisa e eles plantam! Fácil, rápido e free.
A brief chapter in my impossible life



Lembra que me carregava no colo e fazia todas as minhas vontades?
Lembra que você corria atrás da bicicleta segurando o banco até eu aprender a andar sozinha?
E que carinhosamente me chamava de filhotinha?
Lembra que você nos buscava de carro na escola quando chovia e levava a gente fazer um lanche na padaria?
Lembra que você me falava da importância de sonhar e estabelecer objetivos e metas para a vida?
E que foi junto comigo no show dos Mamonas Assassinas?
Lembra que você acabava me dando aula de matemática nos tempos de escola e de estatística e economia nos de facul?
Lembra das madrugadas que nos levava pra balada?
E que foi você quem me deu meu primeiro emprego?
Lembra do e-mail fofo que mandou quando eu tava em NY, dizendo que a minha ausência parecia ter dado um “stop” por aqui e que tinha levado um tempo até voltar o “play”?
Lembra da gente assistindo na maior vibração os jogos do colorado?
Lembra que já te desapontei e você continuou acreditando em mim?
E que até quando você fica brabo, você é bonzinho?
Lembra que eu te amo?
Hannah Clark, a inglesa que entrou pra história, foi a personagem desse mês, na minha opinião. Durante cinco anos ela viveu com dois corações, o dela, que era frágil e o transplantado. Com o passar dos anos o coração dela se recuperou, ela venceu um câncer (desenvolvido em função da medicação que tomava para que o organismo não rejeitasse o novo órgão) e hoje aos 16 anos, após a retirada do coração doado está super bem. Fan-freaking-tastic! Confira a história em detalhes na Istoé on line.
Hoje eu conheci uma linda história de amor, do Ted e da Joan! Um amor com um fim triste e que deixa saudades. Mas como disse, Antonio Pappano, amigo do casal, "estou tocado com o gesto dos dois, eles não podiam viver um sem o outro." E contra toda lógica, a partir dessa afirmação, o final parece fazer algum sentido.
Confira um trecho da reportagem da Revista Época:
Ted e Joan Downes foram um dos casais mais interessantes de Londres na vida e na morte. Eram casados fazia 54 anos. Ele tinha sido um menino prodígio do violino e iniciava uma carreira excepcional na música clássica que o levaria à condição de um dos maiores regentes de orquestra de sua geração em todo o mundo. Ela era uma bailarina, e depois abandonaria o palco para se dedicar à administração da carreira vitoriosa do marido.
No início deste ano, Joan, 74 anos, recebeu uma sentença fatal. Tinha câncer no pâncreas e no fígado, e lhe restava pouco e sofrido tempo de vida. Ted, aos 85 anos, tinha os problemas naturais da velhice: visão e audição reduzidas. Nos seus últimos anos de maestro, Ted conduzia os músicos de memória, uma vez que já não conseguia ler as partituras.
Algumas semanas atrás, o casal viajou para a Suíça não em busca de alento para os tempos duros do outono da vida ou coisa do gênero. Ted e Joan, acompanhados dos filhos, foram para a Suíça com um objetivo: morrer.
Um dos filhos do casal conta que eles tomaram um líquido transparente, deitaram de mãos dadas, adormeceram e em pouco tempo haviam morrido. Lembrei do poeta, explicando que era possível, de fato, alguém morrer de amor. Eles deixaram a vida, mas viverão para sempre juntos numa after life se assim permitirem os mistérios do Universo que nos rege.



